julho 3, 2014 |

Iniciaremos nesse mês uma série de matérias sobre cirurgia plástica com o Dr. Lady Canan com o intuito de trazer informações sobre as novidades técnicas, cuidados específicos, dicas de segurança e como fugir de problemas quando a decisão de fazer uma cirurgia plástica está tomada. Começaremos falando sobre a cirurgia de face que, por estar tão evidente na aparência das mulheres, é uma das cirurgias que trazem mais dúvidas e anseios.

Tudo sobre cirurgia plástica facial

Quando operar o rosto?

Essa é uma pergunta que muitas vezes as pacientes fazem ao cirurgião, mas a resposta não é tão simples. Não há uma idade específica e as variáveis são numerosas. Uma das questões principais é o tipo de pele, geneticamente determinada. Pessoas com a pele mais clara e mais fina geralmente sofrem um processo de envelhecimento mais precoce e a flacidez pode surgir em torno dos 40 anos, especialmente nas pálpebras. Fatores que colaboram com o envelhecimento precoce da pele como a exposição desregrada ao sol e o uso do cigarro também podem alterar o momento de uma cirurgia. Alterações importantes de peso como nos grandes emagrecimentos podem trazer uma flacidez antecipada de pele, principalmente no pescoço. Por fim, a questão da autoimagem, avaliada com consciência, é importantíssima para que a paciente determine o momento de procurar um cirurgião.

O que devo operar em meu rosto?

Um cirurgião hábil devolverá com outra pergunta: O que a incomoda em seu rosto? Por aí começa o sucesso do resultado, ou seja, tratar a queixa da paciente sem imposições de operar regiões sem o devido desejo da paciente. Habitualmente, divide-se o rosto em três porções: o terço superior, que envolve a testa, sobrancelhas e pálpebra superior; o terço médio, que inclui as pálpebras inferiores, as bochechas, os lábios e os sulcos nasogeniano (“bigode chinês”) e lábiomentoniano (que formam a “boca de ventríloquo” ou “bulldog”); e o terço inferior, que trata o ângulo da mandíbula e o pescoço propriamente dito. Cada uma dessas regiões pode ser tratada separadamente ou em conjunto de acordo com a avalição do cirurgião. Nem sempre o tratamento é necessariamente cirúrgico e a opção de procedimentos estéticos (Botox, preenchimentos, laser, peelings, etc.) deve ser considerada.

Há alguma época do ano melhor para operar o rosto?

Numa cidade como Curitiba, em que temos uma estação fria bem definida e menor exposição solar, certamente os meses mais frios (de abril a agosto) são mais confortáveis para a realização de uma cirurgia de face. O tempo de inchaço e os hematomas pós-cirurgia são variáveis de acordo com cada paciente e podem perdurar por cerca de um mês, sendo esse um período primordial para se evitar o sol. Além disso, em virtude das cicatrizes que, por mais escondidas que fiquem, também devem ficar protegidas das radiações solares por pelo menos seis meses. Considerando esses prazos, é importante lembrar-se de viagens, eventos sociais ou profissionais e se planejar com antecedência.

Há algum preparativo antes da cirurgia?

Sim. A cirurgia de face é uma operação de porte médio que necessita de uma avalição pré-operatória completa com exames de sangue e cardiológicos e uma consulta pré-anestésica. É necessário informar sobre o uso de remédios e doenças em tratamento, pois algumas medicações precisam ser suspensas com antecedência (anticoagulantes, por exemplo). O cigarro precisa ser completamente interrompido por pelo menos dois meses antes da cirurgia sob o risco de necrose de pele (morte do tecido por falta de circulação) e desenvolvimento de cicatrizes de má qualidade. É necessário aguardar a finalização do efeito do Botox ou de preenchimentos para uma correta avalição do rosto e a execução da cirurgia. É interessante o tratamento cosmético da pele antes da operação para corrigir manchas, oleosidade ou ressecamento, estímulo ao colágeno e elastina além do uso de protetor solar.

Como é o procedimento?

A cirurgia deve ser feita em ambiente hospitalar sendo a anestesia geral ou local com sedação com a presença do anestesista. O tempo de cirurgia pode variar entre 2 horas (quando só as pálpebras são operadas) até 6 horas (face completa com cirurgia das pálpebras). O tempo de internamento é em torno de um ou dois dias.

O que é feito na operação? Há novidades / melhorias técnicas recentes?

Vamos dividir essa questão separando o rosto por partes.

Terço superior:

A cirurgia pode ser feita com uma incisão completa no couro cabeludo de orelha a orelha (como na posição de uma tiara), fazendo-se um descolamento de toda a testa até as sobrancelhas, retirando-se o excesso de pele. Faz-se o tratamento da musculatura que causam as rugas na região entre as sobrancelhas as quais são reposicionadas para cima, tratando a queda do supercílio. Atualmente essa cirurgia tem sido feita por vídeo endoscopia na qual se faz apenas cinco pequenos acessos no couro cabeludo com resultados semelhantes à técnica aberta descrita acima, porém com menor agressão cirúrgica. Nos casos mais leves de queda de supercílio a cirurgia pode ser substituída pelo Botox que também trata as rugas, entretanto, o efeito é por apenas seis meses.

Cirurgia das pálpebras:

Nessa operação trata-se a sobra de pele e flacidez das pálpebras além das bolsas de gordura que estão ao redor dos olhos, que geram um aspecto de cansaço e tristeza. As cicatrizes ficam bastante camufladas no sulco palpebral superior e junto à borda dos cílios na pálpebra inferior. Deve-se haver parcimônia na quantidade de pele retirada sob o risco de má oclusão ocular e retrações da pálpebra inferior. O mesmo cuidado é empregado com a retirada excessiva das bolsas de gordura o que pode gerar um olho fundo, senilizado. Atualmente, muito se tem discutido sobre o reposicionamento das bolsas de gordura. Ao invés de sua retirada e, quando a ressecção é necessária na pálpebra inferior, tem havido uma preferência pelo acesso transconjuntival (por dentro da pálpebra sem cicatrizes na pele).

Terço médio:

Nessa região da face talvez tenha havido a maior mudança no que se fazia há 30 ou 40 anos. Toda paciente tem o receio de ficar com aquele rosto espantado, plastificado e esticado como rotineiramente se vê. Esses resultados eram obtidos pois tratava-se apenas a pele a qual era amplamente descolada, tracionada e esticada ao extremo para se ter um efeito  razoável entre seis e doze meses. Os resultados eram artificiais, efêmeros e, às vezes, deformantes. Atualmente, com algumas evoluções técnicas, tem-se o conceito de reposição volumétrica da face na qual se trata os tecidos gordurosos e musculares profundos do rosto para se devolver forma à maça do rosto, sem a necessidade da retirada excessiva de pele. Com isso, conquista-se um aspecto mais natural e harmonioso.

Lábios e sulcos nasogeniano (bigode chinês) e lábiomentoniano (“boca de ventríloquo” ou “bulldog”):

Nessas regiões também se tem aplicado o conceito de reposição volumétrica, sendo contrária às trações excessivas de pele. O uso de preenchimentos absorvíveis como o ácido hialurônico pode ser uma solução temporária. Nas operações de face, a gordura que se retirada do pescoço pode ser utilizada para enxertos nessas regiões, amenizando os sulcos e dando volume aos lábios com resultados mais duradouros.

Devem-se evitar substâncias não absorvíveis no rosto, como antigamente se utilizava o silicone, e hoje os preenchimentos “definitivos” como o metacrilato. A substância é definitiva, entretanto, a face não é. Ocorre acúmulo desses produtos em locais indesejados do rosto e geram-se processos inflamatórios crônicos, sendo ambas consequências de difícil tratamento.

Terço inferior:

Na região do pescoço tem-se evitado grandes descolamentos de pele. Tem havido uma tendência à realização de lipoaspiração de todo pescoço. Determinando um melhor ângulo da mandíbula e tratando a gordura abaixo do queixo. Há também nessa região o tratamento da musculatura do pescoço o que contribui para um resultado mais sustentado. Por fim, toda a sobra de pele é retirada pelas incisões ao redor da orelha e couro cabeludo.

Quais são as complicações possíveis?

Os hematomas são as complicações mais frequentes. A face tem uma irrigação sanguínea muito vasta o que colabora com esse problema. É comum o uso de drenos por alguns dias. Se houver algum acúmulo maior de sangue há necessidade de drenagem cirúrgica.

Menos comumente podem ocorrer as paralisias musculares devido a manipulação cirúrgica, entretanto, são geralmente temporárias. Por fim e mais rara, a necrose de pele por deficiência de circulação sanguínea é uma complicação bastante relacionada ao cigarro. A diabete, descolamentos e trações excessivas da pele também são fatores associados.

Como é a recuperação?

As cirurgias de face não são dolorosas. Pequenas doses de medicações analgésicas trazem total conforto para a paciente. São feitas compressas frias nos primeiros dias para abreviar o tempo de inchaço e haver menos hematomas. É indicado repousar e dormir com a cabeceira elevada, também para reduzir o edema.

O cabelo pode ser lavado no dia seguinte à cirurgia! Preferencialmente com auxílio de chuveirinho e cuba específica, evitando-se água e secadores de cabelos muito quentes. O sol deve ser totalmente evitado na primeira semana! Além disso faça uso de óculos de sol, echarpes para os cabelos e chapéus. Os pontos são retirados entre cinco e sete dias. Também devem ser iniciadas as drenagens linfáticas e o uso de protetor solar na forma de loções e bases compactas.

Com cerca de quinze dias a paciente pode voltar às atividades habituais! Sempre com cuidados relacionados ao sol e às cicatrizes, cuidados esses que podem perdurar por cerca de seis meses.

Outras dúvidas ou esclarecimentos entre em contato com através do site: www.ladycanan.com.br ou pelo e-mail: lwcananjr@gmail.com

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